"Educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo." – Paulo Freire



quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Frente quer mobilizar homens no combate à violência contra as mulheres

(Texto: Marcelo Espinoza - Foto: Miriam Zomer/Agência AL)

Ato na Assembleia marcou relançamento da frente parlamentar e apresentação de campanha mundial. FOTO: Miriam Zomer/Agência AL
A Assembleia Legislativa relançou, na noite desta quarta-feira (26), a Frente Parlamentar dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres. O evento, realizado no Plenarinho Deputado Paulo Stuart Wright, também marcou o lançamento, em Santa Catarina, da campanha #ElesporElas (#HeForShe), promovida pela ONU Mulheres em todo mundo.
O objetivo principal da frente parlamentar, criada pelo Parlamento em 2013, é o mesmo da campanha da ONU: envolver os homens, desde a infância, no combate à desigualdade, à discriminação e principalmente à violência contra a mulher. "A prevenção é fundamental nesse processo e por isso precisamos discutir essa questão nas escolas, ensinar os meninos que não se bate em mulher", afirmou a assessora da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) da Presidência da República, Eliana Graça, que participou do ato.
A educação também é considerada um fator essencial para o fim da violência contra a mulher, na visão da representante da consultora-sênior ONU Mulheres Brasil, Júnia Puglia. Ela apresentou a campanha #ElesporElas, idealizada pela Secretaria-Geral da ONU, e que já conta com a adesão de várias personalidades e autoridades no Brasil e no mundo. "Só a educação é capaz de promover uma mudança cultural, e sem essa mudança nunca poderemos eliminar a violência", disse.
A presidenta do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher de Santa Catarina (Cedim-SC), Sheila Sabag, destacou a necessidade de políticas públicas para o enfrentamento da violência e da desigualdade contra a mulher. No entanto, para que esse trabalho seja eficiente, ela afirma que o poder público deve destinar recursos e ouvir a população na elaboração das políticas públicas.
“Reforçamos a importância do engajamento dos homens de Santa Catarina no enfrentamento à violência e a todas as formas de discriminação contra a mulher”, afirma a presidenta do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher de Santa Catarina (CEDIM-SC), Sheila Sabag, integrante da Rede Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Reprodutivos e da Casa da Mulher Catarina. Em carta enviada à ONU Mulheres, Sheila cita os cinco municípios catarinenses constantes no mapa com mais incidência de crimes de feminicídio: Lages, Mafra, Criciúma, Balneário Camboriú e Chapecó.
Mobilização
O presidente da frente parlamentar, deputado Padre Pedro Baldissera (PT), lembrou que Santa Catarina está entre os estados com os maiores índices de violência contra a mulher. "É algo que envergonha a nós, homens, e a toda sociedade catarinense", afirmou. "Nós, homens, temos a responsabilidade de enfrentar essa situação, não podemos nos omitir à violência, à discriminação contra a mulher."
O parlamentar afirmou que um grupo de trabalho, criado em conjunto com a frente, vai mobilizar os municípios catarinenses, em especial às câmaras de vereadores, a criarem suas frentes de combate à violência contra a mulher. "Vamos multiplicar esse debate, percorrendo o interior do estado, e mudar essa triste realidade", disse Padre Pedro.
A iniciativa contará com apoio do governo estadual, por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher (CEM). "Queremos ser parceiros nesse trabalho nos municípios. É os municípios que as coisas acontecem e é lá que temos que estar presentes para levar essa discussão", afirmou a coordenadora Célia Fernandes.
Um computador ficou à disposição para que os homens que participaram do ato aderissem à campanha #ElesporElas. Mais informações podem ser obtidas no site da campanha e na página da ONU Mulheres Brasil.
Participaram do ato desta quarta-feira os deputados Luciane Carminatti (PT) e Mário Marcondes; o secretário-adjunto da Secretaria de Estado da Assistência Social, Trabalho e Habitação (SST), Arnaldo Zimmermann; os vereadores Lino Peres (Florianópolis) e Ricardo Pelegrinello (Caçador), e o chefe de gabinete da deputada Ana Paula Lima (PT), Erlédio Pering.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Informe da Estadual do SINTE

SINTE participa de Audiência Pública sobre Segurança do Servidor e Usuários do Serviço Público

A segurança dos servidores e usuários dos órgãos públicos estaduais foi tema de audiência pública realizada pela Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público, na noite de segunda-feira (24), no Plenarinho Paulo Stuart Wright da Assembleia Legislativa. O proponente, deputado Mario Marcondes (PR), encaminhará relatório ao governador do Estado contendo as reclamações e sugestões levantadas durante a audiência. O SINTE/SC esteve representado pelo Coordenador Estadual, Luiz Carlos Vieira e a Secretária de Imprensa, Claudete Mittmann.
Os servidores da segurança pública, da educação e do sistema de saúde são os mais expostos à violência, no ambiente de trabalho, conforme relatado durante a audiência pública. O coordenador estadual do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte), Luiz Carlos Vieira, concordou que colocar um policial dentro da escola não vai resolver. Ele propôs a realização de um diagnóstico sobre os mais variados aspectos da segurança em todos os espaços públicos. “Quando falamos de segurança, não devemos falar apenas de violência, mas de prevenção também. Não sabemos sequer quantas escolas têm autorização dos bombeiros para funcionar”, exemplificou.
 
 
 

Informe da Estadual do SINTE

Relatório mesa de negociação 25/08

SINTE e governo do Estado estiveram, ontem (25/08), em mais uma mesa de negociação. Iniciando os trabalhos, Décio Vargas (CONER) propôs o agendamento do próximo encontro, que ficou definido para o dia 08 de setembro, às 14 horas, data que, segundo a equipe do governo, deverão ser apresentadas as propostas de tabelas do novo Plano de Carreira do Magistério, com os valores e prazos de implementação, bem como a resposta oficial sobre o reajuste de 13,01% de 2015 para os/as profissionais que ainda não foram contemplados/as, que deveria ter sido pago no mês de janeiro. No entanto, Décio Vargas afirmou que, para o governo, este ano, não existe perspectiva de conceder reajuste ao restante da categoria.
Lei dos ACTs
Processo seletivo: O governo apresentou uma proposta de processo seletivo válido por dois anos, a ser implementada a partir de 2016, após a alteração da lei, com contratação válida por um ano, sendo que o/a profissional manterá sua classificação durante este período. E os/as que não conseguirem participar do processo seletivo terão oportunidade de escolher aulas na chamada pública.
A proposta defendida pelo SINTE/SC, sobre a contratação dos/as ACTs, é por 23 meses, e que os/as profissionais que estiverem ocupando vagas vinculadas permaneçam nelas, pelos dois anos da vigência do processo seletivo. O governo não concorda com esta forma de contratação dos/as ACTs, em virtude da variação das vagas.
Foi apresentada uma proposta de contratação dos/as professores ACTs, de acordo com o número de aulas efetivamente ministradas, sob a justificativa de que, atualmente, um/a professor/a que trabalha 11 (onze) aulas recebe o mesmo que o/a que trabalha 15(quinze) aulas, de acordo com a tabela abaixo:
O SINTE não concorda, pois não há consenso sobre o conceito de jornada, que, na visão do governo, é sobre a hora relógio, e, para o SINTE, a jornada é sobre a hora aula, de acordo com o parecer do Conselho Nacional de Educação, uma discussão que está sendo feita nacionalmente e transforma os/as ACTs como horistas. Lembramos também que a luta sempre foi pela realização de concurso público de ingresso, a cada dois anos, ou quando o número de vaga excedentes atingir os 10% de vagas disponíveis.
Mais uma vez, o SINTE cobrou a regularização imediata em folha suplementar dos erros de pagamento do mês de agosto. Segundo o governo, ocorreu “erro no sistema”, e que as Gereds foram orientadas a fazerem as regularizações, até o dia cinco do próximo mês.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Ato lança campanha e frente dos homens pelo fim da violência contra a mulher

Amanhã, quarta-feira (26), às 19h30, no Plenarinho da Assembleia Legislativa, um ato vai marcar o lançamento em Santa Catarina da Campanha #ElesPorElas, da ONU Mulheres, e a reinstalação da Frente Parlamentar dos Homens pelo Fim da Violência Contra a Mulher. A campanha #ElesPorElas pretende mobilizar homens e meninos pela igualdade de gênero e contra a violência, mesmo objetivo da frente parlamentar criada em 2013 e que agora será reativada.
O Conselho Estadual dos Direitos da Mulher e a Coordenadoria Estadual da Mulher também são parceiros da iniciativa. A secretária de Articulação Institucional e Ações Temáticas da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Rosali Scalabrim, e a coordenadora da ONU Mulheres no Brasil, Nadine Gasman, participarão do ato junto a lideranças de movimentos de mulheres de todo Estado.
No local, será possível fazer a adesão online à campanha #ElesPorElas, que acontece ao mesmo tempo em todo o mundo.
“Tanto a campanha quanto a Frente Parlamentar buscam a mobilização dos homens não só para que lutem por igualdade, mas também para que ajam pelo fim da violência contra a mulher. A cultura do machismo terá fim quando conseguirmos, gradativamente, garantir a igualdade e a não violência desde a família, passando pela escola e outros espaços sociais”, afirmou o deputado Padre Pedro Baldissera (PT), que preside a Frente Parlamentar dos Homens Pelo Fim da Violência.

Parabéns, Chapecó!


segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Informe da Estadual do SINTE

PEE: Meta sobre superação das desigualdades não debate questão de gênero no currículo escolar

Na sexta-feira, 21/08, aconteceu, em Florianópolis, a última audiência pública para discutir o Plano Estadual de Educação de Santa Catarina. O evento reuniu autoridades dos Poderes Legislativo e Judiciário, Secretaria da Educação, lideranças sindicais, pais, estudantes, movimentos sociais e sociedade, em torno das metas do PEE, para os próximos 10 anos, no Estado. O SINTE/SC esteve representado pelos/as professores/as Claudete Mittmann, Alvete Bedin e Evandro Accadrolli.
No Plano, estão 19 metas, com 297 estratégias, entre elas, a meta 6, que fala sobre a superação das desigualdades, tema mais comentado na Audiência, pois não está sendo colocaao em pauta a discussão de gênero nas escolas. Nas falas de deputados, professores e estudantes, ficou clara a importância do debate sobre diversidade, respeito e tolerância, numa tentativa de combater o preconceito, o machismo, e tratar sobre o padrão de família, nos dias atuais, já em sala de aula. A deputada Luciane Carminatti falou que pesquisas apontam que 76% dos lares brasileiros são cuidados por mulheres, sendo que, destes, 81,4% são as meninas (filhas) que arrumam a cama e 65,6% limpam a casa, enquanto apenas 11,6% dos meninos (filhos) arrumam a cama e 11,2% limpam a casa.
Além disso, a pesquisa traz outro dado amedrontador: 94% das jovens entrevistadas afirmam que já ouviram assédio sexual, por parte de homens, e 39% sofrem preconceito de gênero, o que mostra que o machismo afeta o desenvolvimento humano. Com relação à homofobia, o Brasil está em 1º lugar, no ranking de assassinatos homofóbicos do mundo, e, ainda assim, a escola não quer discutir o tema.
De acordo com a apresentação da SED, sobre o PEE, as metas e diretrizes do Plano estão pautadas no Sistema Nacional de Educação, alinhado ao PNE, mas, levando em conta a realidade de SC, e elaborado a partir das deliberações e análises dos CONAES – Conferências Nacionais de Educação, FEE – Fórum Estadual de Educação e CEE – Conselho Estadual de Educação -, as decisões foram questionadas, visto que a proposta inicial era de 18 encontros (Audiências Públicas), para debater o PEE com a sociedade, e, principalmente com os professores, já que, após a greve, muitos estão em processo de reposição, e não puderam acompanhar os debates.
Ainda, sobre os trabalhadores/as em educação, na meta 19, no item 21.1, está sendo proposta emenda para que o recurso do pré-sal, que deverá ir para a educação, sirva também para a valorização salarial dos professores/as, Plano de Carreira decente, implantação da educação integral e o incentivo à dedicação exclusiva, para que os/as trabalhadores/as criem vínculos mais fortes com a escola.
 
 

Nota de falecimento

Dona Edite com a filha Aida e a bisneta Catarina.
Com muito pesar, comunicamos o falecimento, hoje, da sra. Edite Baccin Rotava, mãe da professora Aida Rotava Paim. O velório acontecerá, a partir das 16 horas, na Capela da Funerária Stürmer, em Chapecó.
A todos os familiares, nosso abraço solidário.

Campanha de Solidariedade - Regional SINTE Chapecó: Participe!

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