quinta-feira, 18 de outubro de 2018

PERCENTUAL DE 5% EM NOVEMBRO NÃO É REAJUSTE SALARIAL E SIM DESCOMPACTAÇÃO E A CHAMADA DE INGRESSO É PARCIAL

O site scportais.com.br noticiou que o Governo de Pinho Moreira presenteou o magistério chamando aprovados do último Concurso Público e reajustando em 5% os salários. A informação teria sido dada pelo próprio Governador e a Secretária de Educação Simone Schramm em coletiva de imprensa em 15 de outubro, Dia do Professor/a.
Não bastasse o oportunismo desse Governo ao usar a data para se promover, ainda faltam com a verdade para a categoria e sociedade catarinense.
O SINTE/SC esclarece que tem como pauta permanente o Concurso Público, no concurso de 2017, foram oferecidas 1000 vagas, 540 destinadas a professores do ensino regular (fundamental e médio) e outras 384 vagas destinadas a cargos administrativos, como assistentes educacionais, administradores, supervisores escolares e orientadores educacionais. Agora o Estado anuncia mais 1000, entretanto, o último levantamento feito pelo SINTE eram mais de 8 mil vagas excedentes que precisavam ser preenchidas.
Além de que, o concurso foi para professores das áreas 1, 2,3 (séries iniciais, séries finais e ensino médio)  e para função de AEs, Administradores Escolares, Orientador Educacional e Supervisor Escolar. Mas segundo o anúncio do governo, a chamada prevê apenas vagas de professores da área 03 (Ensino médio).
Pior ainda é a afirmação sobre reajuste salarial, isso porque, os 5% pagos em maio e os 5% que serão pagos em novembro, são fruto da luta do magistério que enfrentou mais de 70 dias de greve em 2015. Importante dizer que não se trata de reajuste e sim da descompactação da tabela salarial, conforme a Lei 668, artigos 38 e 39.
Em tempos de eleições, os Governos querem ganhar méritos em cima da luta dos trabalhadores/as.

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Feliz dia do/a professor/a - 15 de outubro

Parabéns a todos e todas que aprendem e ensinam a formar um cidadão para transformar uma nação!


66% dos professores já precisaram se afastar por problemas de saúde


Ansiedade, estresse, dores de cabeça e insônia estão entre os principais problemas que afetam educadores, segundo estudo realizado pela NOVA ESCOLA.
Experimente perguntar a um professor como anda a sua saúde – você provavelmente ouvirá queixas a respeito do esgotamento físico e mental causado por uma rotina cada vez mais desgastante.
Uma pesquisa online realizada pela Associação Nova Escola com mais de cinco mil educadores, entre os meses de junho e julho de 2018, reuniu mais informações sobre o problema e identificou que 66% das professoras e professores já precisaram se afastar do trabalho por questões de saúde. O levantamento também mostrou que 87% dos participantes acreditam que o seu problema é ocasionado ou intensificado pelo trabalho.
Entre os problemas que aparecem com maior frequência então a ansiedade, que afeta 68% dos educadores; estresse e dores de cabeça (63%); insônia (39%); dores nos membros (38%) e alergias (38%). Além disso, 28% deles afirmaram que sofrem ou já sofreram de depressão.
Os dados revelam uma realidade alarmante para os professores do país. Segundo Heleno Araújo Filho, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), a não aplicação das políticas educacionais previstas na legislação impede que sejam oferecidas condições adequadas de trabalho para o desempenho da profissão.
“A falta de infraestrutura, o excesso de alunos por sala de aula, a dupla jornada, a falta de segurança nas escolas e a má remuneração contribuem para desvalorizar a carreira e desestimular os profissionais, causando uma série de doenças”, aponta.
A professora Iêda Soares Pinto, que leciona no Ensino Fundamental II, Ensino Médio e EJA no Distrito Federal, conta que começou a tomar remédios para controlar a ansiedade. “Trabalho em três escolas e raramente consigo fazer todas as refeições ou praticar atividades físicas. Além disso, levo muito trabalho para casa e fico sem tempo para nada”, relata.
Para a professora Angela Calenzani, que trabalha na rede estadual do Espírito Santo, a falta de um plano de saúde e de apoio psicológico para os docentes compromete o trabalho. “Neste ano tive problemas com pressão alta e estresse, ocasionados por uma rotina de 10 horas diárias. O professor precisa de condições e recursos para trabalhar; sozinhos não conseguimos atender às reais necessidades dos alunos”, opina.
Problemas vocais
Outra questão recorrente no dia a dia dos professores são os problemas de voz. Uma pesquisa que está sendo realizada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em parceria com o Ministério da Educação, com 6.510 professores de todo o Brasil, identificou em seus resultados preliminares que 17,7% deles sofrem com problemas vocais, seguidos por problemas respiratórios (14,6%) e emocionais (14,5%).
O estudo também mostrou que 69,1% dos professores faltaram ao menos um dia no último ano, na maioria dos casos por questões de saúde. “São múltiplos fatores que estão relacionados com esse adoecimento. Entre eles, um ambiente de trabalho com condições precárias, a violência verbal praticada pelos alunos, falta de apoio dentro da escola e dificuldade de relacionamento com os colegas”, afirma Adriane Mesquita de Medeiros, professora e pesquisadora do Núcleo de Estudos em Saúde e Trabalho da UFMG.
Em alguns casos, a ansiedade é ampliada por fatores locais, como clima escolar e excesso de trabalho. A professora Eliane*, que leciona no Ensino Fundamental II e Médio no Recife, conta que a pressão e as cobranças que ela considera exageradas são alguns dos principais fatores que afetam a sua saúde. “O clima com os superiores é de desconfiança e há muitas exigências com relação a atividades burocráticas. Além disso, os docentes não têm liberdade na sala de aula e muitos são perseguidos quando tocam em temas considerados polêmicos”, relata.
Para Araújo Filho, da CNTE, é preciso que haja uma gestão democrática dentro das escolas, que permita que o educador tenha voz ativa na construção do projeto político-pedagógico e se sinta confortável no ambiente escolar.
Repercussão na sala de aula
A desvalorização da carreira e o acúmulo de problemas de saúde também trazem efeitos de longo prazo e prejudicam o processo de ensino e aprendizagem. De acordo com o relatório Políticas Eficientes para Professores, divulgado em junho deste ano pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), apenas 2,4% dos jovens brasileiros de 15 anos querem ser professores.
“O adoecimento do professor repercute na sala de aula, na dinâmica escolar, nas políticas públicas e na carreira docente, fazendo com que o aluno perca na figura do professor a sua referência como profissional fundamental na mediação do conhecimento. O absenteísmo prejudica a formação dos nossos jovens e resulta em uma educação aquém do que se espera em termos de qualidade”, destaca Cristina Miyuki Hashizume, doutora em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pelo Instituto de Psicologia da USP e professora da Universidade Metodista de São Paulo e da Faculdade Messiânica.
Segundo ela, as políticas públicas educacionais devem ser formuladas a partir do mapeamento real dos dados sobre o adoecimento docente, para que sejam elaboradas estratégias para melhorar a qualidade de vida dos professores. “Plano de carreira, aumento de salário, diminuição do número de horas trabalhadas e políticas de valorização docente são fatores que podem amenizar esse adoecimento”, aponta.
*O nome da entrevistada foi trocado para preservar a sua identidade.
(Nova Escola, 16/08/2018) FONTE: CNTE

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Confira as fotos do encontro dos/as aposentados/as desse mês!

A roda de conversa foi sobre Eleições 2018 e voto consciente com a Prof.ª/ Dr. Sirlei Gasparetto.





 
 
 





















Festa do/a professor/a será dia 21 de outubro

Vem aí a 3ª Edição da FESTA DO/A PROFESSOR/A!
 
Será dia 21/10 no domingo às 11h:30 no centro comunitário do bairro Engenho Braun.  Segue os valores dos ingressos que devem ser retirados com os representante do SINTE nas escolas ou diretamente no SINTE Regional Chapecó.


- Professores R$15,00
- Familiares R$ 25,00
- Infantil (8-12 anos) R$10,00

Venha confraternizar conosco!





SINTE vai realizar 1º Encontro Estadual de Trabalhadores Aposentadas/os


O SINTE/SC através da Secretaria de Aposentados e Assuntos Previdenciários, irá realizar o I Encontro Estadual de Trabalhadores em Educação Aposentados do SINTE/SC. O evento vai acontecer nos dias 08 e 09/11/2018, no Morro das Pedras Park Hotel, em Florianópolis.
De acordo com a Secretária da pasta Alvete Pasin Bedin, o evento deve ocorrer conforme deliberação do Conselho Deliberativo da entidade e poderão participar trabalhadores/as escolhidos(as) em Encontro Regional de Trabalhadores em Educação Aposentados.
Saiba os critérios: Poderão participar da escolha os(as) Trabalhadores(as) em Educação filiados(as) ao sindicato, ou que se filiarem antes do início do Encontro. As vagas serão distribuídas por regional de acordo com o número de filiados do mês 08/2018, na proporção aproximada de um representante para cada 51(cinquenta e um) Trabalhadores em Educação filiados, considerando o número máximo de 500 (quinhentos) participantes. No referido mês, a regional de Florianópolis contava com 1870 filiados, o que corresponde a 36(trinta e seis) participantes efetivos e até 18(dezoito) suplentes.
Os encontros Regionais deverão ser realizados até o dia 15/10/2018, e as inscrições enviadas ao SINTE/SC até as 17hs do dia 19/10/2018, em documento próprio que será enviado após a confirmação da data e local do Encontro Regional.
A abertura do encontro está programada para as 17hs da quinta, dia 08/11, e o encerramento para as 18hs de sexta, dia 09/11. Assim que toda a programação estiver fechada, será divulgada e enviada para conhecimento de todas e todos.

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Edital de ACTS da FCEE exclui professores de informática


A Fundação Catarinense de Educação Especial – FCEE publicou ontem, 27, edital para o processo seletivo de ACTS 2019/20. Analisando o documento o SINTE apontou algumas questões, em especial a retirada da disciplina de informática educativa, que segue a linha da Secretaria de Educação, que retirou os profissionais das salas informatizadas da rede pública, estas que hoje se encontram fechadas, ociosas e cheias de equipamentos velhos, mas que poderiam estar sendo utilizadas para a aprendizagem.
De acordo com o Coordenador Estadual do SINTE, que fez contato com a FCEE, a entidade justifica que não irá abrir vagas para professores/as da informática educativa, pois não há amparo legal. Entretanto, se não há amparo, como eram contratados esses profissionais até os dias de hoje?
O SINTE/SC entende que tal decisão é mais um passo do retrocesso que vem atingindo a educação pública catarinense, que prejudica estudantes, agora também na educação especial, bem como, os trabalhadores que já atuavam há anos no setor que ficarão desempregados, assim como, os do ensino regular, deixando um lacuna nas escolas, perdendo um importante espaço de educação e inclusão digital.
Outro ponto complicado no edital é a data para o início das inscrições. Apesar de ter sido publicado na página da FCEE dia 27, a previsão é de que a abertura das inscrições aconteça só em 30 de outubro, um prazo ainda bem distante. Esse assunto também foi relatado pelo Coordenador ao setor jurídico da Fundação, que não soube responder se ocorreu algum tipo de erro de digitação, e ficou de apurar a situação e repassar oficialmente ao SINTE o que está acontecendo.
Aldoir afirmou que o SINTE está analisando todo o documento, e a exemplo do Edital dos ACTs do ensino regular, deverá encaminhar denúncia ao Ministério Público sobre mais esse descaso e prejuízo aos estudantes catarinenses.

Convênios médicos - valores - União Sindical