segunda-feira, 23 de abril de 2018

Dados sobre a Educação Brasileira





BIBLIOTECAS:

A disponibilidade de bibliotecas nos colégios brasileiros ainda está longe de atingir a todos os alunos, revelou o Censo Escolar 2017

No ensino fundamental, pouco mais da metade, 54,3% das escolas, possui bibliotecas ofertadas. Além disso, o acesso à tecnologia de comunicação e informação nesses colégios também não é uma realidade: 46,8% dispõem de laboratório de informática; 65,6% possuem acesso à internet; e 53,5% é do tipo banda larga nas escolas onde tem internet.

As bibliotecas estão presentes em 88% das escolas de ensino médio. Sobre laboratórios de informática, 45,4% dispõem desse atendimento. Além disso, 91,3% têm acesso à internet e 79,9% utilizam conexão banda larga.

 

EVASÃO ESCOLAR – ENSINO MÉDIO: Brasil perdeu 202 mil matrículas no ensino médio entre 2016 e 2017

89,7% das escolas de ensino médio estão na zona urbana e 10,3% na zona rural – menor participação da zona rural em toda educação básica;


ESCOLAS BRASILEIRAS:

O País conta com 184,1 mil escolas de educação básica;

A maior está sob a responsabilidade dos municípios, concentrando cerca de 2/3 das escolas (112,9 mil);

15,9% das escolas brasileiras possuem mais de 500 matrículas (grande porte). Por outro lado, 22,7% das escolas atendem até 50 alunos (pequeno porte)

131,6 mil escolas oferecem alguma etapa do ensino fundamental.

PROFESSORES BRASILEIROS

2,2 milhões de docentes atuam na educação básica brasileira;

A maior parte dos docentes atua no ensino fundamental (63,8%). De 2013 a 2017, o número de docentes que atua na educação infantil cresceu 16,4%. Por outro lado, o número de docentes que atua no ensino médio caiu 2,5% desde 2015;

Os professores mais jovens, com até 24 anos, somam 4,2% do total.

Em relação à escolaridade, 78,4% dos professores que atuam na educação básica possuem nível superior completo.

 

PNAD Contínua 2016: 51% da população com 25 anos ou mais do Brasil possuíam apenas o ensino fundamental completo

 

Em 2016, cerca de 66,3 milhões de pessoas de 25 anos ou mais de idade (ou 51% da população adulta) tinham concluído apenas o ensino fundamental. Além disso, menos de 20 milhões (ou 15,3% dessa população) haviam concluído o ensino superior.

A desigualdade na instrução da população tem caráter regional: no Nordeste, 52,6% sequer haviam concluído o ensino fundamental. No Sudeste, 51,1% tinham pelo menos o ensino médio completo.

Ainda entre a população com 25 anos ou mais, no Brasil, apenas 8,8% de pretos ou pardos tinham nível superior, enquanto para os brancos esse percentual era de 22,2%. O nível superior completo era mais frequente entre as mulheres (16,9%) do que entre os homens (13,5%).

 

A taxa de analfabetismo no país foi de 7,2% em 2016 (o que correspondia a 11,8 milhões de analfabetos), variando de 14,8% no Nordeste a 3,6% no Sul. Para pessoas pretas ou pardas, essa taxa (9,9%) era mais que duas vezes a das brancas (4,2%).

Entre as pessoas de 60 anos ou mais de idade, a taxa de analfabetismo chegou a 20,4%, sendo 11,7% para os idosos brancos e 30,7% para os idosos pretos ou pardos.

Em média, a população do país tinha 8,0 anos de estudo e as menores médias regionais eram do Norte (7,4 anos) e do Nordeste (6,7 anos). As pessoas brancas mostraram-se mais escolarizadas (9 anos) em relação às pretas ou pardas (7,1 anos).

Cerca de 3,1 milhões de crianças com até 3 anos de idade (ou 30,4% desse grupo etário) frequentavam creche. O Norte apresentou a menor taxa de escolarização para essas crianças (14,4%) e o Sul, a maior (38,0%). Já entre as crianças de 4 e 5 anos, a taxa de escolarização era de 90,2%, ou seja, 4,8 milhões de estudantes.

Para as pessoas de 6 a 14 anos as taxas de escolarização chegaram a 99,2%, e para as pessoas de 15 a 17 anos, 87,9%. Entre os jovens de 18 a 24 anos, 32,8% estavam frequentando escola e 23,8% cursavam o ensino superior.

A frequência de estudantes à rede pública predominava na educação básica: 73% na educação infantil, 83,4% no ensino fundamental e 85,8% no médio. Já no ensino superior de graduação, 74,3% dos estudantes frequentavam a rede privada.

Em 2016, a educação profissional era realizada por 842 mil estudantes de graduação tecnológica, 2,1 milhões em cursos técnico de nível médio e 568 mil pessoas estavam frequentando algum curso de qualificação profissional.

No Brasil, 24,8 milhões de pessoas de 14 a 29 anos não frequentavam escola e não haviam passado por todo ciclo educacional até a conclusão do ensino superior. Desse grupo, 52,3% eram homens e mais da metade deles declararam não estar estudando por conta do trabalho, além de 24,1% não terem interesse em continuar os estudos. Entre as mulheres, 30,5% não estudavam por conta de trabalho, 26,1% por causa de afazeres domésticos ou do cuidado de pessoas e 14,9% por não terem interesse.

Estima-se que 27% da população brasileira não consegue compreender textos simples, segundo dados de 2012 do Instituto Paulo Montenegro. O índice mostra que uma parcela considerável da população que chegou ao ensino médio ou mesmo à universidade avançou nos estudos sem conseguir avançar na compreensão de textos ou em matemática. Em 2012, 8% dos alunos do ensino médio e 4% dos universitários eram analfabetos funcionais. A meta do Plano Nacional de Educação é erradicar o analfabetismo e reduzir pela metade o analfabetismo funcional até 2024.

Por Carolina Timm.

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